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Brasil segue com potencial para tornar-se o maior produtor de alimentos do mundo, diz presidente da ABRALOG

01/06/2021 Notícias do mundo
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Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), o Brasil já é o terceiro maior produtor de alimentos do mundo, ficando atrás apenas da China e dos Estados Unidos, e o segundo maior exportador global, depois dos norte-americanos. Mas, é possível ir ainda mais longe. É o que acredita o presidente da Associação Brasileira de Logística (ABRALOG), Pedro Moreira, que participou de um webinar especial sobre o setor agropecuário brasileiro realizado em parceria com a Intermodal – plataforma de negócios voltada aos segmentos logístico, de transporte de cargas e comércio exterior – com o tema “A Logística do Agro: Diferencial Competitivo”.

“Atualmente, o setor agropecuário brasileiro representa aproximadamente 27% do PIB nacional, o que nos coloca no patamar de um dos maiores produtores de alimentos do mundo e com grande potencial para se tornar o primeiro. Mas, para que isso aconteça, a logística tem um papel fundamental para continuar contribuindo com o crescimento do setor, com a redução de desperdícios, dos tempos em trânsito e dos custos logísticos, além de colaborar para a melhora dos níveis de serviços executados no segmento. Tudo isso, sempre com o olhar atento para o desenvolvimento da área de infraestrutura como um todo, de seus modais, da tecnologia, da sustentabilidade e das pessoas em si”, afirmou.

Quem também participou do debate foi o coordenador técnico do Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (ESALQ-LOG), Thiago Péra, que, por outro lado, ressaltou os diversos desafios de fazer uma logística totalmente eficaz no setor. “O interessante é que, quando falamos em agronegócio, a logística acaba sendo uma vilã do setor. Isso porque somos bastante produtivos dentro dos campos (aumentando produção e tendo uma boa gestão de custos), mas perdemos parte dessa competitividade por conta da nossa logística atual, pelo fato de o Brasil ser um país de dimensões continentais e que ainda utiliza muito o transporte rodoviário, o que acaba encarecendo ainda mais o processo”, disse.

Ele exemplificou: “Para se ter uma ideia, a participação dos fretes nas commodities, como a soja, chega a ser de 30% a 40% dos custos do grão em algumas épocas do ano. Quando se fala em milho, isso chega a dobrar. Em alguns outros insumos, o frete é mais caro que o próprio produto. Sem contar quando a pandemia chegou, que nos trouxe mais uma série de adversidades no início, como questões relacionadas aos motoristas (muitas regiões não conseguiam fazer o escoamento adequado da produção local, porque os motoristas estavam preocupados com a situação, não tinham interesse em captar carga), ao desabastecimento nas centrais de distribuição, entre outros fatores”.

Para minimizar esses impactos, o economista chefe da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE), Daniel Furlan, reforçou o que foi feito pela entidade com os filiados. “Nós tivemos um cuidado muito grande em mostrar a importância do setor de alimentos para o país, mesmo durante uma pandemia, e de realçar como que deveria ser preservada a movimentação correta desses produtos, tanto do ponto de vista do abastecimento interno quanto das exportações. Claro que estamos falando de um momento difícil, mas alimento não pode faltar, é essencial. Na verdade, é o mínimo para se ter a paz na sociedade: uma oferta de alimentos garantida”.

Já o diretor de supply chain para a América Latina da Cargill, João Paes de Almeida, pontuou que o melhor caminho para ele, diante da pandemia, foi o de garantir a segurança dos profissionais da empresa antes de qualquer outra coisa. “O que posso adicionar neste ponto é que um dos fatores fundamentais, para nós, foi a manutenção de dois dos nossos princípios na Cargill: priorizar as pessoas e a segurança delas em primeiro lugar, além de colaborar com nossos clientes e fornecedores da melhor forma possível. Ao fazermos isso diariamente, conseguimos mitigar muito os problemas que poderiam ter ocorrido com toda a situação e seguirmos firmes em nossa missão de nutrir o mundo de forma segura”.

Plano Nacional de Logística 2035 (PNL 2035) – Outro ponto de destaque foi o Plano Nacional de Logística 2035 – apresentado pelo Ministério da Infraestrutura recentemente, que prevê, entre outros objetivos, atrair mais investimentos para a logística do país, na ordem de R$ 400 bilhões em até 15 anos – e os eventuais impactos no setor agropecuário nacional.

Para mais informações, acesse: https://bit.ly/3fQHEym

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