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Caminhoneiro, como está a sua saúde mental?

04/06/2021 Notícias do mundo
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O caminhoneiro tem uma vida que exige muito do seu emocional e muitas são as dificuldades enfrentadas por aqueles que ganham a vida nas estradas do País. A violência nas vias, a hora marcada para entregar a carga, o risco de acidentes, a distância de casa, o medo da pandemia e a solidão são algumas delas. Frente a esses desafios, é comum que os caminhoneiros se encontrem, diariamente, em uma rotina exaustiva e estressante.

Segundo a Dra. Juliana Guimarães, coordenadora da Comissão de Saúde Mental da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), algumas pesquisas americanas, que analisaram às condições laborais dos motoristas profissionais, classificam a profissão de caminhoneiro como uma das que oferece o maior risco de problemas de ordem psicológica. “Todo esse estresse diário, já árduo, é potencializado pela ausência de convívio com seus familiares e amigos. Essa pessoa acaba não podendo relaxar com um bate-papo agradável, compartilhar as emoções, falar sobre as questões de seus receios e medos, entre outras. Infelizmente, as dores e incômodos vão evoluindo de tal modo que alguns buscam até tomar substância que acabam prejudicando ainda mais a sua saúde.”

A doença mental é silenciosa. A falta de cuidado com a saúde mental, num primeiro momento, pode não resultar em nada. Mas é aí que mora o perigo: geralmente, os sintomas do estresse ou até mesmo da depressão aparecem suavemente. Aí, quando se percebe, a situação já está grave demais. Além do mais, segundo a Dra. Juliana Guimarães, a pessoa pode confundir esse estado de saúde facilmente com outro problema menor. Como por exemplo, a falta de sono o caminhoneiro pode achar que é o local onde parou o caminhão ou a cama que não está legal. É uma bola de neve e a pessoa tende colocar a culpa em outra questão e não ver o lado emocional.

Para se ter uma ideia, o Brasil é o quinto país do mundo em número de casos de depressão diagnosticados. “No entanto, esse número tende a ser ainda maior por conta dos casos que ainda não procuraram ajuda e não foram identificados.” 

A depressão está entre as seis maiores causas de afastamentos dos caminhoneiros no INSS. Outra doença que pode afetar a categoria é o transtorno do estresse pós-traumático. Vamos saber um pouco mais delas:

- Depressão: Os principais sintomas que marcam o início da depressão são falta de vontade para realizar atividades que davam prazer, energia reduzida e cansaço constante. Estes sintomas surgem em baixa intensidade, mas pioram ao longo do tempo, causando sofrimento e incapacidade de trabalhar ou manter interações com outras pessoas, por exemplo.

- Transtorno do estresse pós-traumático (TEPT) é um distúrbio de ansiedade provocado pela experiência de um momento altamente impactante, sobretudo quando há ameaça à vida da pessoa ou de alguém próximo. Para os pacientes com essa condição, as memórias e a sensação de medo fazem parte do cotidiano. Viver ou observar casos de violência urbana, desastres naturais, sequestro, situações de guerra ou agressão sexual são alguns dos fatores que podem desencadear um trauma. Os sintomas podem aparecer logo após a situação perturbadora ou levar anos para se manifestar.

O caminhoneiro percebendo mudanças em sua vida deve procurar um profissional. Não se sinta constrangido em fazer isso. Consulte-se com psicólogos ou psiquiatras. Tais profissionais são orientados para te ajudar a compreender melhor o que se passa aí dentro de você. “Esse comportamento de negligência, provocado muitas vezes pela falta de informação ou até mesmo por uma cultura de preconceito, faz com que piore a qualidade de vida de quem vive na estrada”, diz Juliana Guimaraes.

E para superar tal contexto, só mesmo com mudança de comportamento e a conscientização de que com a saúde não se brinca. Afinal, o motorista precisa manter o corpo funcionando bem, para que possa garantir um bom rendimento no trabalho que realiza.

Cuidar da própria saúde mental é a garantia de se manter pleno para o bom funcionamento de todo o corpo, e ajuda a melhorar a produtividade no trabalho, e até mesmo a boa relação com amigos e familiares. “Saiba que a sua família lhe ama e precisa de você para ser feliz. Com dinheiro e sem saúde, você não irá conseguir manter a felicidade dela”, finaliza a Dra. Juliana Guimarães.

E os sinais mais comuns que podem indicar tal diagnóstico são:

- Sentir-se nervoso, tenso ou preocupado;

- Dormir mal;

- Ficar mais isolado;

- Sentimento de tristeza;

- Dores de cabeça;

- Dificuldade para tomar decisões;

- Má digestão;

- Cansaço frequente;

- Dificuldade de pensar com clareza.

Para mais informações, acesse: https://bit.ly/3bXWMca

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